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sábado, 25 de março de 2017

ESPAÇO Qual é a temperatura da Lua?



As temperaturas na Lua são excêntricas, variando do calor extremo ao frio insuportável, dependendo do lado que está iluminado pelo Sol. Como a Lua não tem uma atmosfera significativa, ela não mantém o calor ou isola a superfície.
A Lua leva cerca de 27 dias para dar uma volta completa em torno do seu eixo. O dia de um lado da Lua dura cerca de 13 dias e meio, seguido por 13 noites e meia de escuridão. Quando a luz solar atinge a superfície lunar, a temperatura pode chegar a 123º C, enquanto no lado escuro elas atingem -153º C. A Lua tem seu eixo inclinado em cerca de 1,54 graus (muito menos que os 23,44º de inclinação do eixo da Terra. Isso significa que a Lua não tem estações como a Terra.

O Lunar Reconnaissance Orbiter mediu temperaturas de -238º em crateras do polo Sul e -247º em uma cratera do polo Norte lunar. Essa é a temperatura mais fria já registrada no Sistema Solar, ainda mais fria que a de Plutão. Os cientistas pensam que água congelada pode existir nessas crateras, já que elas estão em permanente sombra.
Camadas de isolamento
Os astronautas que foram à Lua estavam protegidos das temperaturas extremas pelos seus trajes espaciais. Os trajes tinham várias camadas de material isolante cobertas por uma camada externa altamente reflexiva, além de sistemas de aquecimento e resfriamento internos.
Temperatura do núcleo
A Lua tem um núcleo rico em ferro, com raio de cerca de 330 km, a temperatura que provavelmente está entre 1327º C e 1427º C.  O núcleo aquece uma camada interna do manto lunar, mas não é quente o suficiente para aquecer sua gélida superfície.



quarta-feira, 22 de março de 2017

Cientistas estão planejando missão para procurar vida em Saturno


A sonda Cassini atualmente está fazendo um ótimo trabalho para estudar Saturno, mas existem planos para enviar mais missões ao planeta, com espaçonaves preparadas para procurar formas de vida.
Os astrônomos pensam que duas das luas do planeta (Titã e Encelado) poderiam suportar vida, e querem enviar alguns equipamentos de monitoramento para Saturno e resolver o enigma.
No final do ano passado, duas propostas para isto foram apresentadas: a primeira é o projeto Enceladus Life Finder (ELF), apoiado pela NASA, e o outro é o projeto Explorer of Enceladus and Titan(E2T), apoiado pela NASA e pela Agência Espacial Europeia. Agora, ambas as equipes estão procurando financiamento para tornar suas propostas realidade.
“A maior esperança para a ELF é caracterizar completamente a habitabilidade do oceano de Encelado”, disse Linda Spilker, que propôs o projeto. “Gostaríamos de saber se o oceano de Encelado pode suportar vida, e se sim, verificar se existem evidências da sua existência.”
O plano de voo proposto pela ELF deveria descer a uma altitude de cerca de 50 quilômetros acima da superfície do polo sul de Encelado.
Após isto, seria preciso coletar amostras de água do oceano, que são ejetadas através de rachaduras na gelada superfície do satélite. Dois espectrômetros de massa (que analisam as misturas químicas) verificariam sinais positivos para a existência de vida, como o gás hidrogênio (fonte de energia comum), aminoácidos e isótopos de carbono que são encontrados em testes padrões sobre a vida microscópica por aqui.
Enquanto isso, os pesquisadores do E2T querem olhar de perto Encelado e Titã, que eles afirmam ser “ambientes privilegiados para o surgimento de vida e com potencial habitabilidade nos oceanos”.
Assim como o ELF, o E2T voaria através do polo sul de Encelado para fazer leituras da água do mar – coisa que a Cassini já fez, mas as novas sondas contariam com instrumentos mais avançados e fariam uma análise mais detalhada.
Em outras palavras, as sondas ELF e E2T podem executar exames além das capacidades da Cassini, que foi lançada em 1997 e conta com uma tecnologia consideravelmente defasada em comparação com as atuais. A E2T também seria capaz de tirar fotos em alta resolução da superfície de Encelado.
Depois disso, iria para Titã, onde orbitaria na atmosfera em altitudes variando entre 900 e 1500 quilômetros.
No momento, não está claro se algum dos projetos serão aprovados, mas eles servem como indicadores de um forte interesse dos cientistas em estudar a fundo Titã e Encelado, que poderiam nos dizer muito mais sobre a possibilidade de vida em outras partes do universo.

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